Vontade de Potência: Psicologia e Filosofia – Bacellart Psicólogo USP

Vontade de Potência:

Psicologia e Filosofia –

     Poesia de Fernando Pessoa (Álvaro de Campos), ‘Poema em linha reta’: “Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”… “Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo? Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?”. É uma forma artística, propiciada por uma abertura sensível, que descreve a ‘vontade de potência“, em termos gerais, que envolve filosofia e psicologia.

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    Fernando Pessoa escreve intensamente de algo que costumo escutar na minha clínica: queixas por não se atingir enormes metas, ter destaque social, enfim sucesso em todas áreas, rapidamente e sempre. Há cada vez mais uma exigência pessoal/social por grandes conquistas, provavelmente em parte originada na hipercompetitividade dos nossos dias, e na comparação com pouquíssimas pessoas que tiveram grande destaque na mídia.

Nietzsche:

   Faço uso aqui, de um belo artigo do meu colega Rafael Trindade, sobre o tema de “Vontade de Potência” do filósofo alemão: “Contra uma interpretação rasa de Darwin, Nietzsche argumenta que o homem não pode e não quer apenas conservar-se ou adaptar-se para sobreviver, só um homem doente desejaria isso; ele quer expandir-se, dominar, criar valores, dar sentidos próprios. Isto significa ser ativo no mundo, criar suas próprias condições de potência. É um efetivar-se no encontro com outras forças”.

    Vontade de potencia, ou de Poder, não é no sentido negativo de prepotência, mas, um existencial humano, no sentido de um ‘precisar a mais’ que faça sentido. Por exemplo, como nossos ancestrais que não se contentaram em morar em cavernas. O problema então, está no excesso, nesse querer altas realizações como um semideus proclamado pelo Fernando Pessoa.

    Por outro lado, continuando em Nietzsche, há o nosso lado “desumano”, no texto de R. Trindade: “Tudo no mundo é Vontade de Potência porque todas as forças procuram a sua própria expansão. A vontade de dominar, fazer-se mais forte, constranger outras forças mais fracas e assimilá-las”. Isso lembra imperadores Romanos e tantos outros sanguinários, passando por ditadores, até mesmo um “chefe” de família ou profissional autoritário. Contudo, uma dedicação obstinada pode gerar conhecimento positivo a humanidade.

Heidegger:

    Martin Heidegger, por vezes nos presenteia com aforismos, e nesse tema, é bom trazer um célebre: “Ser-aí não é um simplesmente dado que tem, adicionalmente, o poder de ser alguma coisa. Ele, primariamente, é possibilidade de ser”.

Vontade de Potência

Na Psicanálise do Amadurecimento de Winnicott:

    Pensando brevemente na teoria de D. W. Winnicott, vemos que, querer/poder, se manifesta na criança, como algo de suma importância. Caso não dê muito certo a passagem dessa fase para outras no amadurecimento, o adulto poderá ter problemas no estilo sentir-se poderoso/arrogante e/ou impotente/com depressão. Winnicott dirá de forma semelhante sobre vontade de potência, no sentido de gesto espontâneo, e ação autêntica, sentimento de real.

Qual a sua opinião?

Recomendo meu professor atual de filosofia, Juliano Pessanha.

Bacellart Psicólogo – Terapia

Abordagem: psicoterapia fenomenologia existencial e simpatia pela Psicanálise do amadurecimento de Winnicott. Se necessário, orientação comportamental de terapia breve.

Aluno convidado, doutorado USP (Gilberto Safra) e PUC (Zeljko Loparic).

Especialista em depressão, casamento e namoro.

Consultório Av. Paulista, Jardins, Cerqueira César, Bela Vista, Jardim Paulista. Metrô Consolação ou Masp/Trianon.

Possibilidade de entrevista para TV, rádio, revista e jornal.

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