Relação Saudável é Possível! – Bacellart Psicólogo USP

Relação Saudável é Possível!

Casamento, Namoro, Ficar – Entrevista TV Record

     Porque se tem paciência no trabalho ( as vezes desagradável), mas “não consegue” ter com a pessoa amada? Essa questão é fundamental, afinal,  uma relação saudável é possível. A resposta não é difícil: A dedicação ao trabalho/estudo ou uma causa* no estilo de uma ONG ou religiosa; é muitíssimo maior que para as pessoa que está envolvido, mesmo que se diga que a ama.

     Como causa (*), quero dizer o que se empenha muito, faz sentido e orienta seu viver como; esporte, drogas, religião, diversão, política, proteção de animais, compras, viagens, etc.

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    Nós somos muito mais preparados para bom desempenho profissional e afins, do que para um lidar maduro com nossos entes queridos; some a isso o desejo de realização pessoal, como sair do país por uma promoção no trabalho ou para estudar; deixando a pessoa amada sem a dedicação que uma relação saudável exige.

     Isso sempre me chama a atenção, pois o analisando vem no consultório, chateado; pois o relacionamento atual não está fluindo bem, ou tem dificuldade em encontrar alguém que lhe agregue. Sempre me lembro do início de carreira, quando algumas mães comentavam algo como; “se amo meu filho, claro que sou uma ótima mãe!”, o que podemos estender para companheiro(a) afetivo. Lamentavelmente não é assim, isso é semelhante a questão acima, da dedicação; ser uma ótima mãe, alias boa, é muito complicado, exige enorme dedicação por um bom tempo e também ajuda.

     A forma como absorvemos os valores sociais vigentes, sobretudo nos termos ‘sucesso’, ‘vitória’, ‘realização’; mesmo que se diga que se tem o mesmo ideal para os valores familiares e sociais, geralmente não há a mesma dedicação.

     O fato de sentir-se poderoso nas conquistas profissionais/financeiras, ou mesmo nas de cunho humanitário; rouba da pessoa aquilo que ela mesma diz ser o essencial: o amor, a amizade, o desfrute tranquilo do mundo.

     A forma como se comporta com uma pessoa querida, é semelhante como se tivesse um emprego de estabilidade hiper garantida; como se não precisasse fazer nenhum esforço em desenvolver um diálogo aberto e saudável; ou aprimorar-se em qualquer outra deficiência que se tenha para ter uma relação saudável. É isso que chamo de “espanto” que se experimenta pelo companheiro(a) ter finalizado uma laço fraco de afetos e forte de desentendimentos desgastantes, as vezes por anos.

Relação Saudável é Possível – esforço constante e contínuo:

     Somos seres que nos mostramos diferentes para várias situações, isso é natural e necessário. Precisamos nos portar diferente quando ao brincar com uma criança, um amigo adulto ou uma pessoa estranha. São os papéis que precisamos desempenhar como atores. Esse jeito de ser contribui muito para sermos mais autênticos em casa do que no trabalho; contudo, em linhas gerais, não é por isso que se está no direito de gritar e xingar o filho pequeno, no mesmo dia que se teve extrema paciência e gentileza com um chefe ou cliente carrasco.

     Em nossa educação, não somos instruídos e treinados a ouvir o outro, acolher e cuidar. Somos lançados para o estudo, trabalho e outras responsabilidades como sair de casa. No século passado, a mulher até era mais preparada para cuidar do companheiro e do filho, mas isso claramente está mudando; sobretudo com a chamada terceirização da educação dos filhos.

     De modo geral, no trato com o outro, aprendemos a tratar de uma forma pragmática para, entre aspas, resolver o problema dele. Por exemplo, se a pessoa está triste por ter perdido o emprego, se diz, como se ela não soubesse, que precisa procurar emprego. Compartilhar o momento difícil, que ela precisa, não é dado; ao contrário, até crítica como “não é ficando triste que isso trará seu emprego de volta”. Na relação saudável é possível; você acolhe, aceita, se comunica, flexibiliza e con-vive.

Mesmo começando a se esforçar agora, está atrasado… 

     A isso, contribui também, um jeito nosso de ser, que é o de economizar esforço, de onde vem uma expressão que modifiquei para “mover-se quando a água bate no nariz”; visto que em muitas pessoas, bater na cintura não é o suficiente, provavelmente por ainda conseguirem sobreviver no barco que entra água. Como a  situação pouco incomoda, então não é dada tanta atenção, e/ou visto que ela pode piorar; o querer salvar tudo, vem no desespero quando chega a intimação judicial para o divórcio (água no nariz), que as vezes é até reversível, mas geralmente não há mais volta. Se tomasse conta desde quando entrou no barco, sobretudo quando a água molhava os pés, seria muito mais fácil e rápido a melhora do vínculo.

     Na época atual onde muito é oferecido, mas não é possível ter tudo do melhor e sempre.; é importante estar consciente disso e fazer escolhas mais maduras com o que realmente se almeja e, que “infelizmente” precisamos de quase um terço do dia para dormirmos e nos alimentarmos afim de garantirmos o básico da saúde.

Depressão

     Uns dos maiores motivos que resultam em depressão é um mal relacionamento afetivo, rompimentos e divórcio. Cerca de 50% das pessoas que procuram psicoterapia é por ‘um abatimento’ que tem como origem a relação saudável afetiva, ou a falta dela. Portanto, por ser algo tão importante, que tal uma dedicação maior? E o sofrimento depressivo é algo que além de doloroso, é difícil de atenuar e voltar como se era antes; é agoniante por não saber quanto tempo precisará para a melhora e, enquanto se passa por uma fase dessa, tantas situações são afetadas. Uma perda financeira por exemplo, é sempre algo mais fácil de lidar, é algo como gosto de dizer “mecânico”, por ser concreto, então delimitado, bem mais simples de resolver. Por favor, lembre disso.

  Imagine o quanto seu relacionamento melhoraria se você se esforçasse metade do que se esforça profissionalmente. Relação Saudável é Possível!

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Abaixo entrevista para a TV Record sobre relacionamento para repórter Patrícia Vieira

Bacellart Psicólogo

Abordagem: Fenomenologia existencial (Heidegger) e simpatia pela Psicanálise do amadurecimento de Winnicott. Se necessário, orientação comportamental de terapia breve.

Aluno convidado, doutorado USP (Gilberto Safra) e PUC (Zeljko Loparic).

Especialista em depressão, casamento e namoro.

Consultório Av. Paulista, Jardins, Cerqueira César, Bela Vista, Jardim Paulista. Metrô Consolação ou Masp/Trianon.

Possibilidade de entrevista para TV, rádio, revista e jornal Relação Saudável é possível

LINK Wikipédia – Amor


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