Nós só fazemos o que nos faz sentido (in)consciente – Bacellart psicólogo.

Nós só fazemos o que nos faz sentido consciente ou inconsciente, (mais – ou – menos).

FAZER UMA REFERÊNCIA DE CONCILIAÇÃO HEID-WINN, UMA EXISTENCIAL PSICANÁLISE

IA, REESCREVER O TEXTO NO ESTILO MARIO SERGIO CORTELLA

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Uma ‘Clássica questão’ universal: “qual o sentido da vida”? Sabemos que cada um dá ou absorve determinado sentido e que esse sentido pode mudar. Para uma minoria, que não tem bem uma resposta satisfatória para essa pergunta, ela pode gerar angústia (sentimento de estranheza, de não conecção com a existência, de questionar quem se é), o que é muito incômodo, mas para esses poucos, ainda assim não é comum sentir angústia. De qualquer forma, gostaria de mostrar com essa pergunta, o quão importante é termos ‘propósito’ no que fazemos e pensamos; pois nós só fazemos o que nos faz sentido.

  • Pontos fundamentais:

  • 1) O Sentido tem o significado de propósito, projeto, planos, aquilo a qual nos sentimos destinados.

  • 2) Sentido é compreensão, valor pessoal, aquilo que concordamos com seu significadoopinião, então é singular.
  • 3) O Sentido pode ser ambíguo e mudar.
  • 4) O Sentido é consciente ou inconsciente (mais – ou menos). 
  • 5) O ‘Sentido inconsciente’ pode ter um poder tal na pessoa; que, ela pode fazer e pensar algo que conscientemente não lhe faça sentido. 
  • “Qual o S. de, dado um diagnóstico médico, uma pessoa ansiosa não fazer psicoterapia e continuar comendo muito e mal”? – Para ela pode não fazer sentido (ou não o ‘suficiente’) fazer psicoterapia, e a gastronomia ainda não é um problema grave o suficiente para diminuir o que tanto gosta e alivia seus incômodos emocionais, por isso não cuida da saúde emocional. A Recomendação médica até fez sentido para ela, mas, psicológicamente e provavelmente de certa parte inconscientemente, ela não sente ‘força’ o suficiente para mudar, pois um entendimento de cunho mais racional não é o bastante para que uma pessoa mude algo que sinta diferente. Por isso, por exemplo, quando uma pessoa está passando algum incômodo emocional, como uma tristeza, ela não consegue ‘racionalmente’ “escolher” deixar de sentir tristeza ou até “escolher” ficar bem animada, mesmo fazendo sentido.
  • O Inconsciente:

  • Ou seja, não temos o domínio de nós mesmos, muitas vezes faz sentido para nosso inconsciente, mas não faz para nosso consciente, contudo, por vezes o inconsciente, em determinadas ações, pensamentos e sentimentos, como que nos “toma”; assim o sentido do que acontece é devido a nosso modo de ser que não temos acesso; por exemplo: Uma pessoa que não consegue negar nada a outra, as vezes tendo problemas com isso, ela sabe que não é bom para ela ceder sempre, mas sua necessidade inconsciente ou “semi consciente” de precisar agradar ao outro é tão forte (faz sentido inconsciente), que ela acaba por concordar em ‘fazer para o outro’ (que na verdade está fazendo para si mesma, receber a aprovação e afeto de quem ajudou).

seja consciente ou, inconsciente (mais – ou – menos). *Por exemplo: O sentido de uma pessoa não conseguir mais fazer várias atividades que fazia antes; supondo seja por esgotamento intelectual, esse é o sentido, ‘motivo’, pois ela precisa relaxar  como não temos controle “absoluto, prévio, premeditado, racional”, do nosso ‘Eu’, nossa personalidade, ações, pensamento e emoção; se a pessoa deixou de fazer várias atividades por .

ALUCINAÇÃO ALIENÍGENA, FAZ SENTIDO NO DELÍRIO, É APENAS UMA OUTRA FORMA DE SENTIDO – SOU UM ESCOLHIDO DE DEUS PARA PURIFICAR A HUMANIDADE, ENTÃO PRECISAR MATAR DETERMINADO POLÍTICO – MESMO QUE SÓ FAÇA SENTIDO PARA A PESSOA

© Copyright – Bacellart Psicólogo USP. O ensaio aqui publicado pode ser reproduzido, no todo ou em parte, desde que citados o autor e a fonte.

Filósofos que NOS AJUDAM A PENSAR O TEM tratam do tema: 

Heidegger, Sartre, Husserl, Arendt; por não serem psicólogos, não entenderem nosso ‘inconsciente’ e não terem feito psicoterapia/análise, não tiveram como levar adiante um tema tão fundamental na compreensão do ser humano, de modo a considerar questões psicológicas e da vida prática. Mas cito uma frase de Viktor Frankl, importante psicoterapeuta, sobre esse tema:

⁠”A busca do indivíduo por um sentido é a motivação primária em sua vida…”.

E porque agimos/pensamos assim? O termo ‘sentido’, será apresentado como falamos no dia-a-dia, sendo algo que estamos de acordo; mas, note, de acordo com os valores de cada um e seu ‘inconsciente’ que (mais – ou – menos) exerce um poder em nossas ações, pensamentos e sentimentos. Outro ponto, o que faz sentido para um pode não fazer nenhum sentido para outro.

Linguagem e sentido:

Uma existencia sem sentido não é saudável. Damos e/ou recebemos sentido a tudo, e como ‘na  linguagem’, incluso com nós mesmos, quando temos uma conversa ‘comigo’. Pensar, emocionar, fazer: tudo é na linguagem, que permite compreenssão, mesmo que você pense “não sei o que é esse barulho que veio de fora de casa”, já é um entendimento: ‘um barulho estranho’. Se não houvesse uma ‘linguagem com significados’ não conseguiriamos nos comunicar, refletir sobre algo, enfim, existir, como diz Heidegger “A linguagem é a casa do ser”; e, se a linguagem não fizesse sentido, o viver seria “desorientado”, então é preciso que essa linguagem nos faça sentido; e, como é do nosso modo de ser, direcionados ao futuro, nos oriente com propósito, por isso só fazemos o que nos faz sentido.


O fazer se dá na confiança e no sentido em prol de si-mesmo, com os outros e no mundo*: 

MELHORAR

Geralmente, excetuando poucas excessões, em nosso viver estamos sempre fazendo algo, resolvendo problemas (mesmo que para lazer), dormindo, pensando, tudo. Esse fazer [que pode (mais – ou menos) ser inconsciente] é ‘possibilitado’, digamos assim, como uma “energia inicial”, pela confiança (esperança) de que se realizará; e, orientada pelo ‘sentido’ que determinada ação (futura) nos faz. Por exemplo, como voluntário, distribuindo refeição; a pessoa tem a crença que conseguirá entregar o alimento e é um agir que faz sentido a ela. Antes mesmo de realizar o ato caridoso, ela já se regozijava satisfeita consigo por concretizar algo que lhe é tão importante, já pensava mais além inclusive, contando aos entes queridos sobre como foi. Esse fazer foi em prol de si-mesmo, pois ela escolheu o que era interessante fazer no seu tempo livre, ajudar aos outros, e o tipo de ajuda que também lhe interessava.

Agir ‘para-si’, é o que temos de fazer, pois como dito, estamos sempre fazendo algo, na esperança de realizá-lo e na concordância com seu significado. E esse ‘em prol de si-mesmo’, em nada se relaciona com egocentrismo ou ‘narcisismo negativo’; pois, por exemplo, para uma mãe dar o seio ao seu bebê, ela precisa primeiro alimentar-se para assim ter um corpo saudável para dar de mamar… para o que tem de mais importante na vida… seu filho. Cuidar do que lhe é mais importante, até dar sua vida por ele, é cuidar em prol de si mesmo, em primeiro lugar; contudo sempre com alguma referência a algum outro(s) e com o existir(vida, coisas).  

*Título de outro artigo, onde será melhor analisada a questão.

 

Nós só fazemos o que nos faz sentido (in)consciente –

Ou, não fazemos o que não nos faz sentido (in)consciente.

PORQUE ESSE BLOCO???

Mas… me perguntam ou comentam: “não faz sentido haver guerra”! De acordo com seus valores éticos e morais não, para determinado país, etnia, grupo, etc, sim, faz, por isso estão em guerra. “Mas, isso é um absurdo, mortes, sofrimento, qual o sentido”? O ‘propósito’ para quem iniciou o conflito pode ser vários, como: ampliação de seu território deixando-o mais rico, uma revolução social que entenda será boa para a população, um distúrbio sádico, megalomaníaco ou egocêntrico do governante de quem iniciou a barbárie, etc. “isso é errado, é óbvio”! Para você, não para ele(s).

Aqui não estou julgando, dando meu parecer ou justificando atrocidades, apenas constatando como, de modo geral (com algumas possíveis exceções), o ser humano só faz o que lhe faz sentido (in)consciente, pois para o ser humano não faz sentido fazer o que não faz sentido.

 

O Sentido como Projeto para Heidegger – 

Ou o nosso projeto com sentido. 

 

Em nossa existência, somos ‘lançados’, ‘em vistas de’, projetados para o futuro. O futuro é o tempo prioritário na temporalidade do ser humano. Temporalidade é o “tempo” do ser humano, que difere do tempo ‘cronos’ mecânico do relógio, em segundo vem o tempo passado, (lembranças, aprendizados) e por último o presente, agora, que passa a cada segundo. Nós temos ‘objetivos, planos, metas, esperança’, essas palavras são todas referidos ao futuro, por exemplo: uma pessoa querer saber o que fará(por-vir) nas férias do trabalho, o que terá dentro de 4 meses, irá pensar no que fez em férias passadas para ter referenciais, decide o que quer(futuro) depois “volta” ao presente e executa a decisão.

Depois, pensa em como se preparar para a viagem, como comprar roupas de frio (para algo que não aconteceu, a viagem, pois ela tem a confiança (projeto/sentido) de que ocorrerá, a esperança, e atua de modo a preparar-se. Portanto se o futuro “não existisse”, como por vezes é dito no cotidiano, não haveria porque ela, desde o início, se preocupar em decidir o que fazer nas férias, dado que ‘agora’ elas não estão existindo.

 

A Confiança nos Outros e no Mundo* – 

O ser humano só faz o que lhe faz sentido.

 

Geralmente, o bebê sendo bem cuidado(mais – ou menos), em seu desenvolvimento, ‘conquista’ a capacidade de confiar nos outros e no mundo* (mundo entendido como vida, como acreditar que o teto de onde se está não irá desabar). O confiar é no que nos faz sentido, e também na esperança, de algo que será um ganho; por exemplo: uma pessoa sente que faz sentido em cursar arquitetura, ela ‘confia’ / tem esperança que trabalhará no que gosta, terá uma situação financeira melhor, ou seja estará numa situação que lhe faz ‘sentido’, de ganho. É o que eu nomeio como um ‘cuidado confiante com sentido’, cuida(faz) e confia(acredita que realizará) o que lhe ‘direciona’.

FALSO-SELF SEM SENTIDO DE REALIDADE

“Então o ser humano só faz o que lhe faz sentido? Até no que é ruim para ele”?

– Sim, pois tem o sentido de ganho, 

DIMINUIR AS PERGUNTAS

  • “Qual o S. em fumar”? – Pode ser ficar calmo, seguir o que outros fazem para sentir-se fazendo parte, etc.
  • “Qual o S. em automutilar-se”? – Pode ser alívio de culpa, alívio de um sofrimento psicológico através de uma ‘conecção maior’ com o corpo, etc.
  • “Qual o S. em escolhas erradas”? – Quem as fez, naquele momento, acreditava ser o certo(ou o melhor).
  • “Qual o S. em ser masoquista”? – O prazer, como com todos, mas ele obtém esse prazer num ‘jogo sexual’ raro. DESTRINCHAR, EXPANDIR
  • “Qual o S. em ‘gostar de sofrer’ “? – Isso não existe, como no caso acima, o que tem o S. negativo para você, no caso do ‘jogo sexual’ do masoquista, para ele é prazeroso. Não há propósito em gostar de algo que lhe faça mal.
  • “Qual o S. de manter uma atitude que a própria pessoa reconhece como prejudicial para si-mesma, como ‘não dizer não’ aos outros e ter problemas com isso, inclusive até dizer que não gostaria de ser assim”? – Existe a possibilidade, de pelo que essa pessoa passou, sobretudo quando bebê e criança, de não ter recebido (ou muito pouco) o amor que precisamos, e/ou recebeu o oposto, maus tratos. Então, inconscientemente, ela continua fazendo o seu possível para receber esse amor, tentando agradar aos outros, pois assim “sabe” que será bem vista, aprovada.
  • “Qual o S. de postergar ou ter “preguiça”(desinteresse) de fazer algo importante até mesmo na opinião dela”? – Provavelmente é algo que a pessoa (que pode ser bem animada de modo geral), não ver sentido em fazer logo e saber que fará até o prazo final.
  • Lembrem que Sentido é singular(de cada um) e temporal(muda no tempo):

  • “Qual o S. na auto-sabotagem”? Não existe isso, pois não faz S. se prejudicar. Nesse caso, a pessoa, inconscientemente (mais – ou menos), fez o que lhe faz S., como nos exemplos da gastronomia e ‘não dizer não aos outros’.
  • “Qual o S. de um camponês ter um trabalho que odeia; quase como um escravo pelo tanto que esforço que faz e, o quase nada que recebe”? – Ele, a princípio(por exemplo), precisa desse mísero salário para sua sobrevivência e de sua família. Pode também não saber fazer algo e/ou não ter outra oportunidade melhor.
  • “Qual o S. de um suicídio”? – Há vários casos que a pessoa teve um ‘ímpeto incontrolável’ e não planejou; mas, de modo geral, esse ‘abreviar o inevitável’ é para cessar um sofrimento intenso e perda absoluta no S.(confiança) da existência e na relação com os outros.
  • “Qual o S. de viver uma vida que não tem S.”? – A imensa maioria das pessoas vive a vida que tem sentido para elas, seja ‘absorvido’ dos pais(tutores) e/ou pela sociedade, ou por decisão autoconsciente.

 

Sobre o sentido da vida, filósofa Critelli e Monja Coen, link

Nós só fazemos o que nos faz sentido

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