Indefinição: Sou Gay Bi Hetero

Preocupação maior é se é homossexual.

Muitas pessoas, sobretudo homens, por vezes chegam em consulta muito preocupados com a real possibilidade de serem homossexuais e homoafetivos. O temor é geralmente sempre para o caso de gostar de alguém do mesmo sexo; visto os preconceitos, inclusive de si mesmo.a maior preocupação; e, sendo esse caso, complicaria mais se for um homossexual do tipo como se define por ‘passivo’, afinal por incrível que pareça, até mesmo entre os gays; o passivo sempre é “xingado” de “bicha” e “viado”, termos pejorativos que pessoas homofóbicas usam.  Dito isso, mostra-se a importância de resignificar os pré-conceitos sociais; e lidar com naturalidade, se for o caso, com a indefinição: sou gay bi hetero?

O preconceito maior por ser ‘Passivo’.

No caso de homens, parece que há como que graduações de aceitação de como se deveria ser: no topo, heterossexual e heteroafetivo; em segundo, bissexual; em terceiro, homossexual ativo; e em último, homossexual ‘passivo’… Até mesmo entre alguns gays, o fato de ser passivo pode ser depreciativo, até mesmo entre a comunidade, podem ser considerados ‘bichas’, ‘viados’. Essa questão parece ter mais referência na simbologia de que quem é penetrado é passivo. Mas, isso até pode ser válido em muitos casos, contudo, a mulher pode sentir mais prazer que o homem; ou podem, como já escutei, “comer um homem”, “cavalgar em um homem”.

Enfim, assim se configurou, que é penetrado é o “viado”, quem penetra está “ok”. No caso de mulheres, a situação parece ser bem amena, inclusive para aceitação familiar, mas algo que é considerado desagradável por elas é a pergunta que as vezes escutam “quem é o homem da relação”, e “como é que se faz?”, realmente algo grosseiro.

© Copyright – Bacellart Psicólogo Experiência USP – O ensaio aqui publicado pode ser reproduzido, no todo ou em parte, desde que citados o autor e a fonte.

Dúvida na Sexualidade:

Ao nascermos, nossa sexualidade e afetividade não está completamente definida (Indefinição de sexualidade). Pode até haver uma maior propensão para a heterossexualidade e heteroafetividade, contudo, isso pode ser alterado e as vezes na fase adulta. Existe o caso também, que é o afetivo que mais importa, uma pessoa bi-afetiva pode apaixonar-se por mulher ou homem e terá prazer na sexualidade por ser com a pessoa que ama.

Acho compreensível o medo de uma pessoa, sobretudo homem, em estágio de descoberta sexual e afetiva, com inclinação homo. É muito sabido como a vida de um homo sexual/afetivo é mais difícil, inclusive para ele mesmo, que durante a vida absorveu referenciais com tendência mais tradicional, inclusive como tendo que constituir família. Há casos de pessoa que casou com pessoa do sexo oposto para “pegar o gosto”, ou que só percebeu que provavelmente é gay depois de casado e com filho; nesse caso a questão se complica muito, tema de outro artigo. Aproveitando a palavra ‘gosto’, depois de a pessoa aceitar-se como é, cabe ir usufruindo o que lhe dá prazer, de forma que sinta-se mais realizada e de bem com sua existência

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