Homofobia Porque? Entrevista TV

Agressão a Gays:

     

A entrevista que concedi à TV SBT sobre homofobia teve a duração de 40 minutos, foi bem interessante; mas, infelizmente, quando vai ao ar, dependendo do dia, o editor vê quantos décimos de segundos tem disponível, e a edita segundo essa disponibilidade, por isso foi tão curta. Comentei que para o Conselho Regional de Psicologia, (enfim, para a psicanálise e correntes de psicologia); a pessoa simplesmente tem seu jeito de ser sexual, e claro psicológico. A questão básica para nós psicólogos, é entender o que não está saudável para o indivíduo, e ajudá-lo a desenvolver-se para ter uma existência agradável.

 

© Copyright – Bacellart Psicólogo USP– O ensaio aqui publicado pode ser reproduzido, no todo ou em parte, desde que citados o autor e a fonte.

 

Entrevista para a TV:

A homofobia, é um tipo de preconceito (rejeição), dentre vários outros, como cor da pele, cultura (cidade/estado/país) que seja diferente, religião, futebol, padrão de beleza, padrão financeiro, etc. Homofobia significa algo como “repulsa para homossexuais”, e isso pode se dar da seguinte maneira:

– Indivíduo com conflitos sexuais, sobretudo homossexuais, mas que tem tanto problemas com isso, que seu ódio aos gays é como uma defesa. Ou seja, seria um possível gay, mas que tem consciência disso e tem uma forte repulsa aos homossexuais.

– Questões de conceitos sociais conservadores.

– PRÉ-conceito, que é um conceito que a pessoa absorveu sem nunca refletir a respeito.

– Personalidade fechada (endurecida, sisuda), no sentido de ter dificuldade para admitir erros e não conseguir sair da zona de conforto do que acredita; egocêntrica/ arrogante (acredita que é o senhor de todas as verdades do universo).

Quando uma pessoa homofóbica recorre a violência gratuita, além de todas as possíveis causas descritas acima, com certeza trata-se de uma pessoa antissocial (no sentido de ser uma criminosa); e, independente da questão da sexualidade, essa pessoa precisa de tratamentos; pois é uma ameaça a sociedade, poderá ter atos violentos contra os outros em outras circunstâncias. Com a criminalização da homofobia, é possível que o agressor possa se conter nas vezes que tiver a oportunidade de agressão; infelizmente, como no caso de assalto, apenas essa medida não é suficiente; então, conforme nosso país for oferecendo condições de a pessoa ter o básico de saúde e conseguir frequentar instituições de ensino/cultura; com o tempo o país se aproximará mais de um estilo de vida civilizado e casos desse tipo ocorrerão com menor frequência.

 

Conservadorismo:

Do ponto de vista psicológico, a pessoa conservadora é aquela que devido a problemas emocionais, precisa se agarrar em “certezas” para sentir-se menos ameaçada na existência. Por isso a palavra conservador, que conserva, mantém. Ou seja, para essa pessoa, um(a) gay é alguém que (inconscientemente), ameaça suas certezas; em resumo: “moral do homem branco, religioso, que tem filhos e é um dedicado trabalhador”. A questão não é nem tanto a homofobia, mas sim o ‘diferente’; que quebra com o pré-concebido na visão tradicional (de tradições, no sentido de valores conservadores).

Apesar de o Brasil ser um país muito diferentes dos países de 1º mundo; ou seja, civilizados, ele está melhorando no sentido de os homoafetivos/homossexuais sentirem-se menos incomodados.

Um casal gay amigo, formalizou agora em janeiro de 2016, união estável, algo impensável há 30 anos. Claro que há muito a evoluir nesse ponto, claro que poderia ser mais rápido; mas enfim, a evolução de ‘humanidade’ é realmente lenta, ao menos ocorre.

 

 

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