Dados de 15 R.H.

Pesquisa do Portal G1

 

 Theodore Roosevelt: 

Eu não me importo com o que os outros pensam sobre o que eu faço,

mas eu me importo muito com o que eu penso sobre o que eu faço. Isso é caráter.

 

© Copyright – Bacellart Psicólogo Coach USP – Capítulo de seu Livro Registrado na Biblioteca Nacional – ISBN 978-85-7138-233-6.

 

Tenha claro que, para a Empresa seu Perfil (modo de ser / personalidade / comportamento), é um dado importantíssimo para mencionar no currículo e/ou para aplicar-se a uma função maior na empresa.

Abaixo você terá uma melhor noção de quais mencionar, de acordo como você realmente é: 

Como resultado, fiz uma Pesquisa acadêmica, compilação de diversos materiais, para produzir um livro bem embasado, sólido e que não ficasse restrito apenas as minhas opiniões; fui resgatar o que psicólogos, profissionais de RH(como Maurice Thévenet), filósofos, além de diversas pesquisas de sérios institutos/jornalistas. Pela razão que é preciso elaborar um estudo sério sobre essa questão, para evitar “aventuras palpiteiras”. Assim, consequentemente ao resultado, cito as fontes principais:

 

     1) O estudo que considerei o mais completo: Resultado de 15 importantes empresas: ‘O que as empresas de RH buscam que as empresas de RH buscam’, em 22/03/15.

LINK da reportagem.

     2) Revista Exame, fonte pesquisa IDCE, em 23/08/13.

     3) Jornal Contábil, em 09/06/17.

     4) Jornal ‘O Globo’, fonte KAS – especializada em RH, em 16/05/18.

     5) Livro: CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos: O Capital Humano das Organizações. 8ª Edição, São Paulo: Atlas, 2006.

     6) Livro: PONTES, Benedito Rodrigues. Planejamento, Recrutamento e Seleção de Pessoal. São Paulo: LTR, 2010.

     Consequentemente, corroborando minha tese, sobretudo no estudo do Portal G1, para minha surpresa, apenas duas empresas mencionaram ‘Habilidade Técnica’, entre dezenas de outras habilidades emocionais, enfim, da personalidade do candidato. 

 

Compilação de dados:

     Como disse no capítulo anterior, conforme as pesquisas. Em algumas empresas de RH, por exemplo, citavam qualidades usando palavras sinônimas como: ‘flexibilidade’ e ‘resiliência”- ‘equilíbrio emocional’, ‘inteligência emocional’ e ‘autoconhecimento’ – ‘bom relacionamento’ e ‘comunicação’; ou seja, quando fui organizar as informações, uni os termos semelhantes; e cheguei nos seguintes resultados, por ordem de importância, tanto pelo Recursos Humanos quanto pela minha visão de psicólogo Coach:

 

     1) Bom relacionamento / Comunicação / Empatia.

     2) Foco / Resultado.

     3) Energia / Proativo / Confiança.

     4) Empreendedor / Liderança / Competitividade Sadia.

     5) Equilíbrio emocional / Autoconhecimento / Inteligência Emocional.

     6) Comprometimento / Engajamento.

     7) Resiliência / Flexibilidade.

     8) Visão da organização / Estratégia.

     9) Criatividade / Inovação.

     10) Habilidade Técnica*.

Aqui está claro que excetuando o 10º tópico*, TODOS os outros se referem a personalidade (o ser psicológico de cada um).

     Até mesmo o 8º tópico(visão), aparentemente algo técnico, diz respeito a personalidade, visto que envolve ‘Abertura’ Global para os fundamentos da empresa – “Sair de sus interesses de colaborador que só espera benefícios da organização; e olhar os fundamentos que a sustentam, para onde ela quer e precisa ir. E temporalidade amadurecida para o porvir/futuro, a fim de traçar ou ao menos compreender as estratégias da empresa.

 

Todas essas qualidades acima, de alguma forma se intercalam:

 

     1) Amadurecimento (saúde psíquica) e equilíbrio emocional, são as principais; está claro que é a que dá sustentáculo para que as outras ocorram bem.

     2) Inteligência Emocional com Bom Relacionamento.

     3) Pró-atividade com Liderança.

     4) Resiliência com Empatia.

     5) Autoconhecimento e Comunicação.

     6) Empreendimento e comprometimento.

 

     Esses são alguns exemplos, mas existem diversas combinações, com três, quatro, e… até todas as nove qualidades de o que uma empresa procura em um profissional; excetuando a Habilidade Técnica.

     T.I. – Por falar em habilidade técnica; e agora priorizando os profissionais de T.I., que até pouco tempo atrás o grande pedido era o conhecimento técnico; visto que em tese, não precisariam muito das outras habilidades do comportamento (emocionais).

     Contudo, hoje em dia, vejo em meu consultório, cada vez mais pedirem a esses profissionais, que desenvolvam sua personalidade, visto que:

     1) Precisarão trabalhar em equipe.

     2) Gestão de colaboradores.

     3) Lidar com a diretoria.

     4) Reunião para diagnosticar o produto que o cliente precisa.

     5) Outra reunião para vender o produto a esse cliente (que pode ter dificuldades emocionais difíceis de lidar).

    

Equilíbrio / Inteligência Emocional:

     A proposta é desenvolver os pontos da personalidade do coachee terapêutico / analisando, que tiveram uma interrupção em seu amadurecimento, devido à uma série de motivos, ocasionando essas dificuldades para conseguir um emprego, se manter nele e crescer. O comportamento comprometido, impede sua desenvoltura e progresso no ambiente do trabalho. Certamente esses pontos se alastram para além do âmbito profissional / afetivo por exemplo. No entanto, aqui o foco é a performance de sua carreira; o profissional que aceitou o ‘chamado interno’ para se aperfeiçoar; E isso se dará em sua postura profissional saudável, ou seja, madura, pois maturidade é sinônimo de saúde.

     Como Psicólogo e depois como Coaching Terapêutico, através de minha prática clínica, psicoterapia, pude perceber profundamente; na intimidade do coachee terapêutico / analisando, o quanto o aperfeiçoamento pessoal é fundamental para o desenvolvimento profissional. Obviamente que cursos, literatura e a experiência ajudam, mas até um certo ponto, e por vezes uma “mudança” forçada.

    É preciso responsabilidade para consigo e para com o outro. A maturidade é algo sério, uma meta a ser perseguida com afinco, pois depende de um trabalho pessoal que resultará no entendimento de questões da personalidade não desenvolvidas, além de conseguir ver e admitir erros, bem como as prioridades para seu aperfeiçoamento profissional.

 

“Todo ser humano é dotado de uma tendência inata

ao amadurecimento, e amadurecimento é saúde”. D.W.Winnicott.

 

O ponto de Vista do Empresário:

     Antes de me detalhar nessas questões que as empresas priorizam no profissional, vou continuar com minha tese de como se ter o desenvolvimento pessoal; mostrando/relembrando pontos como: aproveitando nosso momento político, final da década de 10 do século XXI, o quanto a personalidade de um Juiz de direito é o principal para suas decisões, e por mais que a Lei esteja detalhada; ele pode se valer de sua interpretação pessoal (ou seja, de sua personalidade, digamos arrogância).

     Seguindo o exemplo acima, coloque-se no lugar de um empresário, ele tem um diretor que é responsável por determinado departamento, por exemplo, marketing; e esse diretor tem um determinado orçamento. Se ele tiver problema de excesso de confiança/autoestima, fará uma campanha de altíssimo valor, talvez utilizando todo o recurso que seria usado para o ano; o que é arriscado.

     Ou seja, tanto o juiz, quanto o diretor de marketing, poderão causar graves prejuízos a cada instituição que pertence; devido ao seu jeito de ser, psicologicamente falando, ou seja: arrogância e excesso de confiança/autoestima, que são o mesmo distúrbio.

     O mundo muda, os valores morais, os paradigmas. Geralmente a tendência é para melhor; apesar de ainda existir guerras e atrocidades, o mundo se alimenta melhor, por exemplo. Assim, os empresários que precisam estar constantemente atentos para as mudanças; e claro, também os colaboradores, ambos entenderam o quanto o rendimento de ambos está diretamente ligado ao seu comportamento.

     Com os dois exemplos citados, fica claro o motivo do porquê as empresas selecionam o candidato tendo como premissa tantos pontos de sua personalidade; pois é isso que será o mais relevante no momento de uma ação, por menor importância que tenha. Esses erros, provocam prejuízos para a empresa, desgaste emocional para o profissional; e o próprio desgaste devido ao chamado “retrabalho”.

 

Questão Base: A Escolha de um Candidato, ocorre mais em função de sua Personalidade do que por sua Habilidade Técnica.