INTRODUÇÃO – CAP. 01

O que mais me motivou a escrever esse livro, foram as queixas de analisandos (pacientes), em seu trabalho. O quanto isso estressava, chegando a pânico, deprimia e desiludia. O trabalho/atividade é algo fundamental do ser humano; mesmo o trabalho que não se gosta. Desenvolvimento Profissional, esse movimento, que precisamos fazer para nosso contínuo crescimento; pode ser ‘estressante positivo’, nos tira do conforto, nos enriquece!

O trabalho nos mantém ativos, sociáveis, nos desenvolvendo e realizando sonhos como viagens; ou no mínimo (infelizmente) pagando contas básicas; quando não trabalhamos, entramos em um estado emocional, na qual os economistas chamam de ‘desalento’; ou seja, trabalhar, independente da necessidade financeira, que é o básico, é algo terapêutico, importante para nossa saúde psicológica.

Creio que está bem claro, que ‘invertendo a equação’; vamos desenvolver a personalidade (psicológico / comportamental), para resultar nas melhorias profissionais.

O trabalho básico, para essa superação, é o esforço na terapia psicológica e/ou no coachee terapêutico. Obviamente, essa proposta não é única e indispensável; contudo, um trabalho emocional mais eficaz, profundo e amplo; é apenas com um profissional cuidando de você. Não há como se auto-analisar com imparcialidade e tendo uma observação para além de nossa própria; por isso, que bons psicólogos, com experiência, por vezes fazem psicoterapia, para se desenvolverem mais ainda.

 

 Dulce Critelli, filósofa, para a Folha de SP:

“o trabalho é, sobretudo,

fonte de sentido para a vida humana…

nos revela para os outros e para nós mesmos.

Por meio dele construímos nossa identidade”.

 

Mesmo que estejamos na profissão que escolhemos, e um salário que proporcione um mínimo de conforto; é comum o indivíduo querer se desenvolver profissionalmente, conviver em ambiente salutar, aprimorar a comunicação, ser reconhecido. Bem, como se sabe, existem pessoas que preferem uma calmaria, o oposto do (IN)-comodado; o indivíduo pode estar mais preocupado em conversar com os colegas, conversar no Whatsapp, quanto tempo falta para terminar seu turno e no dinheiro para juntar e trocar de celular. Muitas vezes essa pessoa terá uma qualidade de vida mais fácil que o de personalidade mais pró-ativa; e tudo bem quanto a isso, cada um tem seu jeito.

 

Continuando, fui constatando com os analisandos e coachees, que, por mais que tivessem:

 1) Cursos no exterior.

2) Pós em Universidades conceituadas.

3) Importantes certificações.

4) Palestras motivacionais.

5) Conhecimento técnico.

6) Dedicação ao trabalho e diversos outros pontos positivos.

Quando atendo um funcionário, que por vezes não tinha um bom desenvolvimento pessoal;. Costuma faltar: Comunicação saudável, pró-atividade, resiliência e etc. Foi a partir de conviver próximo dessas situações, conhecer intimamente o ser humano que não consegue o desempenho que gostaria ou para corresponder ao da empresa, que fui formulando o livro Desenvolvimento Pessoal a partir do Pessoal.

 

     Fiquei muito satisfeito com a séria reportagem de Érica Fraga, em 28/01/18 (com pesquisa da FGV), cerca de um ano após eu postar minha tese, visto que era uma confirmação de minha proposta. Sob o título: ‘Personalidade de funcionário supera técnica no trabalho’.

E finaliza a reportagem: “Foi o que percebeu o grupo Kroton Educacional ao analisar anúncios de vagas no portal que mantém para conectar seus graduandos com empregadores. Nove entre os dez atributos mais demandados são traços de personalidade, como disposição para o aprendizado contínuo, responsabilidade e comprometimento. – LINK da reportagem.

 

Pesquisa acadêmica, compilação de diversos materiais:

 

Para produzir um livro bem embasado, sólido e que não ficasse restrito apenas as minhas opiniões; fui resgatar o que psicólogos, profissionais de RH(como Maurice Thévenet), filósofos, além de diversas pesquisas de sérios institutos/jornalistas. É preciso elaborar um estudo sério sobre essa questão, para evitar “aventuras palpiteiras”. Sendo assim, cito as fontes principais:

1) O estudo que considerei o mais completo: Resultado de 15 importantes empresas: ‘O que as empresas de RH buscam que as empresas de RH buscam’, em 22/03/15. LINK da reportagem.

2) Revista Exame, fonte pesquisa IDCE, em 23/08/13.

3) Jornal Contábil, em 09/06/17.

4) Jornal ‘O Globo’, fonte KAS – especializada em RH, em 16/05/18.

5) Livro: CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos: O Capital Humano das Organizações. 8ª Edição, São Paulo: Atlas, 2006.

6) Livro: PONTES, Benedito Rodrigues. Planejamento, Recrutamento e Seleção de Pessoal. São Paulo: LTR, 2010.

 

     Corroborando minha tese, sobretudo no estudo do Portal G1, para minha surpresa, apenas duas empresas mencionaram ‘Habilidade Técnica’,

entre dezenas de outras habilidades emocionais, enfim, da personalidade do candidato. 

 

Validação do Livro:

 

Logo, reunindo essa tríade fundamental:

1) Minhas observações intimas com os pacientes, estudos e criação.

2) A reportagem de um Jornal independente e ético como a Folha de São Paulo  (com pesquisa da FGV); sobre o novo paradigma de que é mais importante a personalidade do que a técnica.

3) A reunião de informações das 15 principais empresas de RH, sobre o que as empresas buscam no funcionário.

Hipercompetitividade:

Cada vez mais, nesse mundo hipercompetitivo; e que as pessoas precisam se digladiar para “sobreviver”; entre aspas pois o indivíduo quer consumir o melhor possível. Isso está nos conduzindo a um estilo de vida cada vez focado no trabalho. Este é um dos motivos de escrever esse livro, a demanda dos analisando / coachees para o crescimento profissional. Demanda esta, seja por prazer em crescimento, salário maior, status, ou até a combinação delas.

Sugiro os seguintes cuidados:

1)  Deixar de lado os relacionamentos afetivos, amorosos, familiares e sociais.

2) Desgaste Emocional e Físico.

3) Desejo de aquisição de bens cada vez melhores.

4) Dificuldade para lidar com frustração advindas de uma série de dificuldades que diz respeito ao mundo profissional e empresarial.

5) Compreender seus limites; e, caso não seja para atingir o topo, se conformar com isso e aproveitar a posição que te faz bem.

6) Para os mais jovens, cuidado com querer grandes resultados rapidamente.

7) Encontrar um sentido para seu trabalho, um prazer; é possível e necessário! Por vezes mais importante que o salário e o cargo.

8) Autoconhecimento para entender todos os pontos acima, que estão relacionados com sua personalidade.

 

      Assim, confirmo, bem fundamentado, o quanto o funcionário precisa desenvolver em si-mesmo para uma alavancagem profissional; ou ao menos para ser contratado e permanecer no emprego.

 

A Questão Base: Crescimento Pessoal Resulta no Profissional.

 

 

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