Como é ser gay/lésbica e sentir-se saudável.

 É normal!

Homossexual / Homoafetivo –

Importância de aceitar-se como um ser humano como os outros.

O que gostaria de salientar, que em nossa sociedade, a questão de sexo, ser gay ou não, tem tido um enorme apelo, mesmo que digam que o que existe de mais precioso na vida, é o amor.  Há uma pressão para que se tenha experiências sexuais espetaculares, e é praticamente obrigatório, cenas assim em filmes e outros programas.

Ao meu ver, o que mais importa para o indivíduo, é encontrar alguém que goste e se sinta amado; por isso prefiro pensar em pessoa homoafetiva, heteroafetiva ou biafetiva. Infelizmente, como todos sabem, ainda existe o preconceito, o pior é quando a pessoa internalizou esses valores, e convive com familiares assim.

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© Copyright – Bacellart Psicólogo USP. O ensaio aqui publicado pode ser reproduzido, no todo ou em parte; desde que citados o autor e a fonte.

Em uma observação simples, constato que por mais que a pessoa goste de sexo;e não esteja namorando; ou seja alguém que se compartilha a vida e um ‘bem querer e cuidar, ele está menos satisfeito do que aquele que namora.

     

Nessas décadas de prática clínica, o motivo maior que traz uma pessoa homossexual/homoafetiva para a psicoterapia, é:

      1. Não ter sua situação, às claras, com a família; por vezes com amigos e colegas.

      2. Desejo de ter um namorado de forte vínculo, mas estar em dificuldade de encontrar; assim como queixas de que nos seus pares há muito desejo por sexo.

      3. Terem sofrido bullying, o que afetou muito sua autoestima.

      4. Não se aceitar por completo, ter alguns preconceitos sociais, principalmente se for passivo; inclusive por gays ativos. Alguns por vezes dizem que são bissexuais mas em momento gay, pois assim ficariam vistos de forma menos preconceituosa.

      5. A pessoa ou o(a) namorado(a), ser portador de HIV.

      6. Também ocorre de haver dúvida quanto ao afeto, inclusive quando se envolve com heterossexual, crendo que ele é um homossexual ainda não assumido.

      7. Em alguns, há também uma enorme necessidade de distanciar-se de como se é; dificuldade em aceitar que é gay e pode, como imaginam que pode ser com os heteros (ao menos socialmente de fato é bem mais fácil); e terem uma boa vida assim, se imaginam com um problema e precisam fazer várias atividades que distraiam com trabalhar, estudar, arte, fumo, álcool e outras substancias tóxicas, compras, viagens, etc.

Quero lembrar que foi provado (foto etc), que no reino animal ocorre situações de homossexualidade, contrariando quem dizia que isso não está certo, pois não seria “natural”. Revista Superinteressante, Ano 13 nº 8.

Cada vez mais há aceitação de seres humanos LGBTi+ no ambiente profissional:

Apesar de estarmos longe de uma igualdade de gêneros, para mim que estou com 53 anos (2020) e vi barbaridades muito maior das que acontece hoje, a situação ao menos está MENOS ruim. Sei de transexuais ocupando altos postos em várias esferas profissionais, bem como cada vez mais comum em alguns estabelecimentos mais progressistas. Acho importante reconhecer isso, sobretudo os mais jovens, a mudança é lenta mais aos poucos está acontecendo, veja por exemplo ‘união estável’ dos casais e também casais LGBTi+ adotarem filhos.

Depressão:

Uma preocupação minha com o tema, é que como é difícil ser gay, homoafetivo, ou um “perdido” na sexualidade. É comum o indivíduo ter depressão quando está em conflito e/ou sendo molestado diariamente onde quer que esteja; inclusive de forma sutil por pessoas mais próximas. Mas há casos realmente graves quando se abre com os país e esses soltam uma virulência feroz contra a pessoa, maldizendo-a; muitas vezes além do que a pessoa imaginava, por isso muito tem medo em se abrir.

 

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DR. Claudio Bacellart Psicólogo USPEspero ter ajudado.

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