É prejudicial!

     Sentir-se valendo mais que os outros: 

 

     Distúrbio de alta Autoestima: Muitas vezes ouço e leio que o algo ideal para um indivíduo é ser constantemente feliz, forte, totalmente satisfeito, enfim, possuir poder absoluto; ou como escreveu Dostoievski na obra ‘Crime e Castigo’: um ser extra/ordinário, acima dos seres humanos comuns. Isso se aplica a figuras imaginárias, como semi-deuses gregos.

     Um indivíduo que experimente uma alta autoestima, que é em excesso, provavelmente ficará irritado e/ou triste por ter que lidar com algo que desejou e não saiu em elevado grau, como sente que naturalmente deveria ocorrer; pois, em seu excesso de confiança, sente que seria algo que naturalmente deveria ocorrer, pois foi como ‘determinou que deveria ser. Portanto, essa não é uma autoestima saudável.

     Infelizmente, quando o indivíduo está nesse estágio, tem mais dificuldade em procurar qualquer tipo de ajuda, sobretudo a psicológica, pois como se diz, ‘dar o braço a torcer’ significando para ele uma fraqueza e, não abertura e flexibilidade. Assim, ele se priva de ser cuidando, mesmo precisando e/ou nem consegue enxergar que precisa de uma assistência.

     No distúrbio de alta autoestima, há uma postura de superioridade, um excesso de afeto por si-mesmo, a pessoa torna-se narcisista. Narcisista é palavra usada inicialmente na cultura grega antiga, designa o indivíduo muito voltado para seu EU, que se é apaixonado por ele(a). Por vezes não consegue se envolver com o outro, pois se ama. E, caso tenha um envolvimento afetivo, é por uma pessoa que o admira e o aplaude no pedestal, onde realmente acredita estar, além de acatar suas imposições; e assim, “confirma” o quão tem de alto valor.

     Nos relacionamentos sociais/afetivos, se tiver, pois a tendência é ‘se bastar’ – autossuficiente – por vezes perde relacionamentos (amoroso, social e profissional), mas nem sempre se importa com isso por sentir-se autossuficiente.

 

Quando o Semi-deus cai…

      Por vezes observo, em certos pacientes/coachees, uma espécie de gangorra, de o analisando ter uma baixa autoestima e, como defesa, uma alta autoestima, para proteger-se desse sofrimento; ele se perde em meio a momentos de depressão, por sentir-se pequeno, e euforia por se estar em destaque.

     Assim nasce uma dualidade: através de uma grave baixa autoestima, pode se desencadear e tornar-se narcisista, centrado em si. Defendido assim, o indivíduo sente-se menos incomodado e, por vezes, chegando à euforia. Contudo, tem também suas quedas, que o deixou depressivo. Isso lembra bipolaridade, mas não é.

 

“Personalidade forte” – “Orgulho”:

         ‘Personalidade forte’, foi como socialmente deram um sentido para aliviar uma pessoa que muitas vezes destrata os outros, não admite falhas e sente-se onipotente – conhece e tem poder para tudo.

     ‘Orgulho’ significa excesso de autoestima. E, segundo o grande dicionário Houaiss: “grande satisfação com o próprio valor, arrogância, soberba, prepotente, desprezo com relação aos outros. E também há o problema da vaidade – que não tem nada a ver com grandes cuidados estéticos, como propagado, mas sim com as perturbações acima.

 

Como lidar com esse problema:

     Reconhecendo que o ideal seria caminhar para uma autoestima saudável, que a alta autoestima não faz bem a ninguém; para além de um desenvolvimento da personalidade, há que começar um trabalho por humildade; reconhecendo suas limitações e as dos outros; ou seja tendo compaixão (cuidado consigo e com os outros), de forma respeitosa e madura. Para os que dizem ter uma religião, é algo bom a refletir com mais carinho; ou mesmo para quem é ateu, sobre suas convicções humanistas. Para quem não tem nenhuma dessas visões anteriores, essa melhora será benéfica a você, pois evitará conflitos com outras pessoas; por serem maltratados por uma pessoa que se sente superior, destrata e humilha.

     A dificuldade enorme de a pessoa com alta autoestima cuidar-se: Por não ter força de caráter para admitir suas fraquezas humanas; é raríssimo uma pessoa assim querer tratar-se; sobretudo com psicoterapia, onde atribuiria ao psicólogo uma “autoridade” sobre si, que seria impensável. Se você conhece alguém assim, sugiro comentar que esse jeito de ser dela, está causando problemas a ela mesma (com os outros); além disso ela se impõe nunca errar, que gera stress; e tem a tendência a ter uma confiança exagerada em ser imune a problemas, por exemplo: acidentes de automóvel ou no esporte, falta de cuidado com sua saúde; nos empreendimentos como montar uma empresa e esta vai a falência, o(a) companheiro(a) nunca irá separar-se apesar dos abusos, etc.

 

Questão base: Excesso de confiança e de superioridade, corre o risco de falhar e se deprimir. Arrogante, prejudica suas relações sociais/afetivas, se tiver.

 

 

Please rate this