Amor LGBTQIA+

Homoafetividade:

Caros colegas humanos, gostaria de iniciar esse artigo trazendo minha experiência em cuidar de homoafetivos; mas conhecidos como homossexuais. Para mim, a questão básica, é o fato de a pessoa priorizar o afeto, não o sexo, e que já tenha decidido que é por alguém semelhante. Creio que quando um casal igual (homo) convive naturalmente, como um casal amigo que conheço de perto, a pessoa vivencia sua homo-afeto-sexualidade de forma saudável.

O importante é a capacidade de amar, de estar realmente envolvido afetivamente pelo seu par; ocupar-se dele e ser ocupado por ele, cuidando e sendo cuidado. “Saber amar”, no sentido de disponível a cuidar da relação, onde podem contar, confiar, se dedicar. Claro que tudo isso vale para qualquer tipo de amor, hetero, gay, bi, poli, etc. Enfim, quando não se tem a capacidade de amor pelo outro, aí sim seria um problema.

 

© Copyright – Bacellart Psicólogo USP – O ensaio aqui publicado pode ser reproduzido, no todo ou em parte; desde que citados o autor e a fonte.

 

Frequentemente – Ocasionalmente:

Uma pessoa nasce com possibilidades para hetero/gay/lésbica/bi/trans, certas condições da vida, relação com pais, inicialização sexual/emocional, podem levá-la a ser de formas variadas. Inclusive durante seu percurso de vida é possível alterações. No meu entender, é sempre importante a pessoa ter claro o que a “está chamando”, estar em íntimo contato consigo para decidir/definir o que pode ser que a levará a sentir-se bem consigo.

Geralmente o que mais vejo em quem vem fazer psicoterapia, é sentir uma falta de um comprometimento mais forte para o namoro. Isso pode ocorrer devido a diversos fatores, sobretudo a facilidade que se encontra alguém para sexo e ‘ficar’. Os casais heterossexuais seguem um padrão mais ‘conservador’ no sentido de não sair com outra pessoa. Isso pode trazer uma certa tranquilidade, mas é algo que “prende”. Pessoas LGBTIA+ são mais livres em vários sentidos, mas isso traz o receio de ser abandonado.

 

Responsabilidade por quem se ama

Amor por  uma pessoa, gay, ou lésbica, como é aqui nesse artigo, tem como fundamento também a responsabilidade. No amor gay, seu parceiro não é apenas seu amiguinho íntimo, é provavelmente a pessoa mais importante da sua vida nesse momento; alguém que você pode contar, seu cúmplice, seu porto seguro. Então, há que colocá-lo nessa posição de grande importância na sua vida e ser responsável pela relação, por ele (e ele por você). É algo sério, de certa forma ambos são “dependentes” um do outro, pois é esse companheiro que con-vive em vários aspectos da vida. Veja a definição do dicionário Houaiss para responsável: que ou aquele que responde pelos seus atos ou pelos de outrem; que têm condições morais e/ou materiais de assumir compromisso.

 

Biafetividade

Para a pessoa biafetiva, o afeto é realmente o fundamental, seu amor pode ser homo ou hetero; dependerá sempre de quem estiver envolvida no momento. O biafetivo, é realmente bi! não é um gay padrão ou um hetero, não há que julgá-los por mudar de posição, como um(a) “gay/lésbica enrustido(a) que mentiu sua condição, enganando sua esposa”, não, ele(a) realmente tem a possibilidade real de amar homem e mulher.

 

Significado de cada letra, matéria da Folha de SP: LINK.

 

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