A importância de pausas psicológicas no trabalho/atividade – Bacellart USP

A importância de pausas psicológicas no trabalho/atividade.

     O nosso EU (a personalidade, o ‘psicológico’), é por demais complexo e demanda uma pausa mais elaborada. Somos seres mais emocionais que racionais, caso contrário não faríamos escolhas prejudiciais a nós mesmos, por isso existe a frase ‘dar murro em ponta de faca’, a pessoa que faz isso sabe que não é bom, mas não consegue se conter; pois são ‘forças inconscientes’ que influenciam nossos sentimentos, pensamentos e comportamentos. Então, um ‘respiro’ na nossa difícil psique se faz deveras necessário

     No trabalho presencial, o profissional pode ficar mais exposto as demandas dos gestores, colegas e atendimentos; contudo, há breves momentos para um bate papo, um café e uma troca no WhatsApp. Tomando como exemplo um hospital, por vezes é preciso estar muito focado numa emergência ou resolvendo 3 problemas ao mesmo tempo; é preciso ‘cavar’ esse espaço mental!

     Na atividade online, atendo pessoas que, se por um lado preferem trabalhar dessa forma, sobretudo por não estar em contato direto com colaboradores indesejados, apesar de se queixarem de tantas reuniões sequenciais. Para os que não gostam do trabalho remoto, óbvio, sentem falta do calor humano. Seja qual caso for, requerem uma pausa emocional para os incômodos advindo dessa situação.

     Independente da atividade, estamos sempre cuidando, e precisamos ser cuidados. Porém, devemos ver a seriedade disso, aprendermos a nos cuidar e reconhecermos nossos limites. Caso não se leve em conta essa necessidade psicológica, pode gerar estresse, ansiedade e até depressão.

A importância de pausas psicológicas no trabalho/atividade.

Sugestões para o asseio da psique:

     1) Algo qualquer que seja prazeroso, mas precisa ser suave.

    2) Um momento onde você possa ficar parado, se possível feche os olhos, e a cada respirada vá contando, visualizar o número também é bom. Isso é difícil no início, vai passar diversos pensamentos em sua psique e talvez você só conte até 8. Tudo bem, noutro momento você vai melhorando. Variantes dessa proposta: viver o momento, relatando para si mesmo tudo o que está acontecendo, pode ser algo na profissão. Por exemplo, “estou pegando o bloco de notas, agora a caneta azul, estou escrevendo um lembrete, agora retirando a folha do bloco e colocando a caneta no lugar”. Isso ajuda e diminuir o turbilhão de pensamentos, focar e não refazer a atividade. dura apenas a partir de 30 segundos.

     3) Todo intervalo, por menor que seja vale a pena; levantar ou sair de onde estava e caminhar com calma, contando os passos, ou por exemplo: tomar água, lavar o rosto, cumprimentar alguém; e depois voltar também com calma, enfim, qualquer ação que seja mais de ordem física do que intelectual. Pode levar cerca de 4 minutos.

    4) Nesse momento, evitar algo que demande esforço mental, por menor que seja, tente identificar se realmente precisa fazer determinada atividade nesse intervalinho; caso não, tente algo ‘simples’, como escutar uma música de olhos fechados para melhorar a concentração nela, repita a letra, preste atenção na melodia e nos instrumentos. Por incrível que pareça, é possível que seja difícil, então veja até que ponto esteja ajudando e é hora de parar. Tempo gasto: cerca de 5 minutos.

A importância de pausas psicológicas no trabalho/atividade.

     Ao escrever sobre o tempo de pausa de cada atividade, mostrei como é pequeno; contudo, como não estamos acostumados, por mais que seja leve, não será tão tranquilo como parece, mas haverá uma saudável recompensa. Por favor se cuidem!

Envie sua avaliação